"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Fórmula da Grande Vida


No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (...)
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. (João 1:1 e 4)

A Grande Vida –ou talvez devamos chamá-la apenas de “Vida real”-, é a expressão do Destino ou daquilo que está reservado por Deus para cada pessoa. Envolve o auto-conhecimento e a vocação pessoal, assim como o mestre e a evolução espiritual, além da alma-gêmea e a perfeita integração social, e também a saúde plena e integral- realidades que apenas podem ser realmente alcançadas quando a Alma amadurece, porque a Alma expressa a nossa verdadeira natureza em Deus. Naturalmente, tudo isto neutraliza as Quatro Chagas do Pecado Original, que são a fome, a ódio, a enfermidade e a morte, preenchendo assim os Quatro Planos da existência humana: Físico, Emocional, Mental e Intuitivo.
Buscar esta Vida Plena, representa viver na posse de Sabedoria. Por isto, a Grande Vida também representa a experiência da Verdade, alicerce primeiro da Idade de Ouro na existência de cada pessoa, da sociedade e do planeta. Não é difícil discernir a diferença entre a Grande Vida e a Pequena Vida. De fato, pode ser até bastante fácil percebê-lo, contudo, é preciso sujeitar-se à experiência. Quem pode conhecer o sabor da laranja, sem haver experimentado? Com estados-de-consciência, não é tão diferente, ainda que possa demandar uma preparação criteriosa e uma exposição mais prolongada.
A Grande Vida desencadeia o élan da magia, e pode tornar o milagre um lugar-comum. Pois visa reunir os Elementos e, através disto, buscar a sua transcendência. Por isto, a Vida Real é desde o início uma dádiva da Quintessência, que é sua Estrela Guia para a Luz Maior, de posse sobretudo das Hierarquias espirituais. De fato, tal coisa é alcançada através do equilíbrio, aquele mesmo Caminho-do-Meio anunciado pelo Buda quase como uma nova revelação. Pois estudando a fundo todos os dharmas e fórmulas espirituais, veremos que se tratam precisamente de harmonias cósmicas. Assim, de forma distinta ou em conjunto, se busca harmonizar o passado com o futuro administrando o carma (Hinduísmo); harmonizar o interior com o exterior administrando a consciência (Budismo); harmonizar o eu com o próximo administrando o amor (Cristianismo); harmonizar o inferior com o superior administrando a iniciação (Judaísmo).
A Grande Vida é a arte de viver plenamente o aqui-e-agora, de maneira consciente e contínua. Como fazer isto, e como saber que o fazemos? Sem dúvida, há indicadores. A Grande Vida é entrópica, expansiva e libertadora. Ela proporciona a felicidade autêntica, aquela que vem do Ser e confere paz -uma paz que transcende a auto-satisfação e se traduz em amor, força e saúde. Pois a Grande Vida é a expressão verdadeira do espírito, da alma e do corpo, devidamente reunidos e integrados, aptos assim a conferir uma experiência superior.
Por isto, esta Vida Plena e Abundante é alcançada através de uma combinação única entre Espiritualidade, Fraternidade e Ecologia. A Pequena Vida resulta de vivermos estas realidades de forma fragmentada, parcial ou até nula. Os Princípios da Grande Vida estão diretamente relacionados às Pessoas da Trindade Divina, especialmente quando vistas como Criador-Criatura-Criação. Por isto, também designamos os Princípios como “o Programa da Redenção”.

As Portas da Grande Vida

A Espiritualidade abre realmente as suas portas, quando a cultivamos na Natureza e num ambiente fraterno. Então as bençãos descem continuamente sobre nós, vindo de todas as direções, fundindo espírito, alma e corpo numa só realidade sagrada e revelando novas dimensões.
O convívio mecânico não representa fraternidade, pois muitas vezes estamos mais isolados em meio à turba caótica, do que quando absolutamente sós numa floresta, onde ao menos temos a companhia dos pássaros e dos grilos. A comunidade começa quando almejamos o convívio construtivo e o bem comum.
Podemos usar apenas ocasionalmente a Natureza para nos fortalecer física, moral e espiritualmente. Porém, isto proporciona apenas uma melhoria da vida, e não exatamente a Grande Vida. O correto, neste caso, é inverter a premissa. A cidade pode e deverá ser visitada, mas isto poderá trazer tanto sofrimento para o naturalista, quanto a visita à Natureza proporciona prazer para o urbanista. Que prazeres a cidade pode proporcionar? Na maioria das vezes, são meras satisfações passageiras e pouco saudáveis, como seduções e artifícios vãos. No lado positivo, além de ser a oportunidade de fazer algumas compras necessárias, para uma pessoa fixada na vida espiritual, a ida à cidade pode incluir uma atividade de difusão do conhecimento sobre a Grande Vida.
Se você é um habitante de uma cidade, e ainda assim alcança viver sem vícios destrutivos, então está de parabéns, pois é um guerreiro. Claro que a natureza da cidade poderá influenciar nesta condição. Temos demonstrado que o urbanismo solar está ligado à Idade de Ouro, quando as cidades ocupam meramente funções administrativas, ainda que para isto possam abrigar uma “elite”. Nada de inchaço e de superpolulação. Ao mesmo tempo, propugnamos que a preparação do futuro áureo, passa diretamente pela comunidade-rural-mística, como alicerce fundador tradicional. Não há contradições nisto. Aquilo que realmente não tem salvação, é a cidade grande, câncer devorador da vida planetária.
Como encontrar então a Grande Vida? Acaso podemos sair em busca, procurando aqui e ali? A Grande Vida costuma ser encontrada após muita procura, depois que a pessoa transitou por vários lugares e conheceu muitos caminhos. Geralmente se passam muitos anos, até que isto tudo aconteça. Diante disto, podemos chegar a pensar que seria interessante ter um roteiro para procurar a Vida Maior. A vida comum não alcança oferecer nada disto, mas a Escola Iniciática pode revelar as suas fórmulas. A intuição do buscador conta muito nesta hora, afinal não existem escolas perfeitas e imaculadas.
Com sorte e após muita investigação, ele pode identificar um ou outro centro mais capacitado a fornecer uma experiência maior, e neste caso o buscador sincero deve se organizar para passar boas temporadas ali, porque a comunidade-rural-mística é a própria fórmula da Grande Vida. Por isto, tal coisa sempre pode proporcionar experiências vitais. Oportunamente, estas comunidades endossarão um dharma ou Lei espiritual maior, as próprias Leis reveladas da Nova Era e da Nova Raça, então as coisas realmente tomarão um novo rumo, porque todos os mundos convergirão para estes esforços de síntese e de renovação. Com isto certamente se cumprirá a promessa de “vida mais abundante” legada pelo Cristo, que se traduz em amor, paz, alegria, conhecimento, liberdade, integridade e saúde. Indícios destas novas revelações, já vêm sendo dados através de amanuenses credenciados da Hierarquia, como foram Alice A. Bailey e Helena Roerich, integrantes do Plano de Preparação da Humanidade para a Nova era. Contudo, estas Leis, que ditam normais sociais e metas espirituais, inexoravelmente se assentarão sobre os Princípios da Grande Vida para alcançar os seus objetivos, como alicerces eternos da Fundação do Mundo.
Outras Premissas sagradas também sã universais, como Buda-Dharma-Sangha, ou Mestre-Comunidade-Doutrina. Porém, a Natureza que em outros tempos era algo tão evidente, hoje adquire um status maior sob um panorama de urbanização e devastação galopante que compromete o equilíbrio ambiental. Ademais, o Princípio “Natureza” se identifica com a Humanidade como síntese da Manifestação e coroa da Criação, aproximando-se assim do Espírito Santo como Deus-em-Nós, a nova etapa da Revelação.


Leia mais na obra “A Religião da Vida”, LAWS, Editorial Agartha, AP.


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