"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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sábado, 14 de agosto de 2010

O DISCURSO DA SALVAÇÃO - Um Chamado Cósmico


Amigos, eu vou cometer uma ousadia: a de servir de porta-voz para Deus!
Afinal... sendo espírito, Deus não tem mesmo voz própria, e se vale da voz daqueles que O amam e defendem Suas causas com plena determinação.
Deus quer que todos respeitem a sua Criação. Mas se isto não for possível, que pelo menos alguns a protejam e defendam de forma determinada.
Ele sabe que isto não é pedir pouco, mas é necessário, porque se não for feito, bem pouco restará para outros usufruírem no futuro, e o planeta deixará de ser um palco para a evolução cósmica –o único que até agora se conhece!
Imaginem se perder a única referência de evolução superior de que se tem notícia! É como se todo o universo perdesse o sentido de ser, e não apenas um planeta entre outros possivelmente habitados por homens e deuses.

Sim, o Altíssimo sabe que existem riscos em seus pedidos, nas tarefas que ele apresenta. Mas o risco de perder toda a magia e beleza, saúde e pureza, é infinitamente pior...
Porque, sem isto, a vida simplesmente não teria sentido, e nenhum ser humano deveria aceitar subsistir sem um sentido.
De que adianta viver, afinal, sem todas estas coisas belas e boas que conhecemos? A que chegaremos deste modo? Todo o objetivo da Criação se perderia. Pois a evolução da alma e a libertação da consciência estariam comprometidas, entre carências infinitas, dentro de organismos sempre enfermos, preocupados unicamente em subsistir o mais possível.
Quem ama realmente a vida, quem é digno dela, haverá de atender este chamado cósmico.
Estas gerações devem ter clara consciência de que grandes crises ambientais estão chegando, e que suas memórias devem servir de ponte para a regeneração futura. Cada cheiro, cada gosto e cada visão das coisas puras devem ser guardados na memória e no coração. E se porventura vier o Caos Maior (mas não apostaremos nisto, e sim em evitá-lo), não poderá tardar mais que algumas poucas décadas após o Grande Cataclisma para se começar a recolocar as coisas em ordem, com a necessária paixão e até o necessário radicalismo que certas horas demandam: causa e efeito, esta é a Lei. Pois –entendam!– isto apenas pode ser feito por aqueles que sabem valorizar os potenciais da natureza e da vida, em função de experiências havidas. A vida humana é frágil, e é preciso exaltar cada pequeno elo.

Então, apesar de toda esta grande lógica do cooperar, o Senhor ainda está disposto a negociar. Porque Ele realmente tem muito a oferecer.
Assim, além de toda a natureza e magia natural, ele também oferece dons de perfeição e superação em todas as coisas. Muitas pérolas e maravilhas sagradas Ele tem a vos oferecer. Pois Deus é de fato muito rico, e reserva muita coisa que o ser humano não conhece, mas que certamente sonha e deseja no mais fundo de seu coração.
A cada novo ciclo o Senhor abre o seu baú de jóias para liberar algumas novidades, além de dar um polimento às conquistas antigas que em boa parte andam apagadas.
E estas são coisas eternas, contendo beleza e harmonia. São perfeitas porque trazem o dom de reunir céu e terra, e todos os demais opostos, alcançando através disto uma transcendência mesma destes opostos.
Mas nisto, a chave de sua conquista reside justamente em respeitar a toda esta plêiade de fatores. E que envolve, basicamente, os elementos da Trindade Criador-Criatura-Criação.
Deus quer que entendais que existem grandes equívocos nas religiões que separam céu e terra. Que prometem a salvação, apesar da devastação –o que termina por resultar em um grande egoísmo: “depois de mim, o dilúvio”.
Os Antigos, através de seus cultos naturalistas, não cometiam este tipo de impropério filosófico suicida. Eles sabiam que tudo está relacionado e que é Uma Só Coisa. O chamado deus-uno é, na verdade, um Deus-de-Unidade! Não há como conhecer o Criador, senão de início através da Criação, e em seguida da própria Criatura. Então sim, se poderia, numa etapa final, fundir-se ao próprio Ser eterno.
Para exemplificar, Céu e Terra eram uma coisa só. Esta é a essência do culto aos patriarcas e da imortalidade. Os seres nobres permanecem na atmosfera terrena, cuidando desde os planos sutis de evolução dos vivos. Até por isto, eles tratavam de proteger este mundo, pois sabiam da continuidade entre os mundos. Todo o resto é (ainda mais) passageiro.
No mais, eles sabiam que o carma é a Lei das leis. Colhe-se sempre o que se semeia.

Então, o que Deus na realidade está fazendo, é agregar valor às suas coisas. É como se ele agisse como um industriário, que oferece não apenas a matéria-prima bruta, mas sim já manufaturada para uso imediato, sendo assim revalorizada.
Deus está reunindo a redenção da Terra à salvação das Almas, ou ao ingresso do Céu e no Paraíso, terreno e celestial, indistintamente. Pois é esta mesmo a fórmula da criação das civilizações. Elas nascem invariavelmente de um grande tour de force de heroísmo e criação, que gera elementos para todo um ciclo multi-milenar por vir, a partir de um ápice original.
Busca-se gerar assim, um processo lógico onde o valor será conquistado através do esforço criador, capaz de resolver todos os problemas existentes de uma só vez, e então reunificar uma vez mais todas as coisas.
Assim, além de todas as maravilhas que a Natureza pode voltar a apresentar, Deus ainda oferece coletivamente duas novas conquistas aos seres humanos: a iluminação e as almas-gêmeas. Que são, na verdade, a forma da perfeição nos dois pólos, o terreno e o celestial.
No mais, também vos oferecerá os restantes bens sociais e culturais: trabalho, fartura, prestígio, conhecimento, sabedoria... Não dizemos tudo para todos de uma só vez, mas aquilo que cada um deseja ou merece de fato, em cada momento de sua evolução.

Apenas que... estas coisas não podem ser buscadas de forma isolada. É preciso superar uma vez mais as barreiras das diferenças, tendo por base questões fundamentais, como é o bem-estar comum.
Um processo tão importante, profundo e amplo desta ordem, requer naturalmente critérios bem definidos, inclusive em termos de tempo e espaço. Não pode ser alcançado de forma desordenada e aventureira.
E isto será feito através da chave universal do êxodo rural, que representa hoje a solução perfeita para o mundo inteiro, a iniciar pelos setores completos da sociedade. Não é por acaso que este recurso é usado tradicionalmente no fechamento de todos os ciclos históricos, como demonstra a Bíblia em várias ocasiões, entre êxodos e diásporas programadas pelos sábios ou pelo Mais Alto em favor do seu Povo Eleito. Ontem foi a Ásia, hoje é a América do Sul que, em função do pulsar cósmico, recebe as atenções do Altíssimo.
Estudem, pois, os princípios do Projeto-Exodus, e o difundam entre os seus amigos. Organize grupos para abraçar a esta Causa Maior de redenção.

Da obra "Gênese - Tratado de Teologia Política", LAWS

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