"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Novo Matriarcado*


Com a chegada de vários ciclos femininos, como a nova Raça-raiz, retorna ao mundo o princípio matriarcal pelo qual a vida é focalizada desde o ângulo do feminino, do psíquico ou do subjetivo.
"Patriarcado" e "Matriarcado" são formas de organização de uma civilização, onde prevalecem princípios positivos ou negativos, masculinos ou femininos. Isto não significa uma troca de papéis ou de funções naturais e espirituais, mas apenas que a ênfase é dada num sentido ou noutro.
O gênero enfatizado expressa então sua perfeição no máximo equilíbrio e integridade possíveis, de modo que se torna capaz de abranger o seu oposto com maior facilidade e tornar-se assim universal. Representa agora que o feminino será o melhor veículo para a síntese. Nisto, a mulher levará ao máximo de perfeição a sua missão de companheira do homem, exigindo a qualidade necessária de seus parceiros físicos e espirituais, levando o homem a também se equilibrar e aperfeiçoar, tal como vem ocorrendo; é pois desta sua posição natural, firme e plenamente equilibrada, que elas concertarão o mundo.
A ênfase no feminimo em nada implica a adoção da política feminista, a qual, como o próprio nome diz, é apenas a contraparte do machismo; e qualquer pessoa de bom-senso (especialmente no caminho espiritual), deseja certamente se manter afastada dos extremos. O feminismo é apenas mais um movimento no pêndulo na balança histórica, mas aquilo que se necessita realmente é a harmonia e o equilíbrio, e é apenas na sua busca que o feminismo surge, não como um método positivo em si, mas precisamente para ensinar de uma forma cabal sobre a necessidade do equilíbrio. Sabidamente, o feminismo é também anti-feminino, assim como o machismo é a rigôr anti-masculino, porque ambos aviltam a essência pura e real dos seres humanos.
A essência dos gêneros culturais está expresso na forma das suas religiões. O Patriarcado é a religião do Deus-Pai que se apresenta especialmente como um Criador-todo abrangente e fecundante, donde o aspecto viril e poderoso atribuído à deidade. Ao passo que o Matriarcado traz a religião da Deusa-Mãe que surge como a Natureza-universal plenamente fecunda, e daí as imagens antigas de deusas-mãe com fartos ventres e repletas de seios.
Paradoxalmente, é o maculino que necessita de modo especial consagrar-se à Deusa-Mãe a fim de obter o seu equilíbrio, ao passo que o feminino carece sobremodo consagrar-se ao Deus-Pai para alcançar a sua harmonia.
No símbolo do Tao, o positivo e o negativo estão basicamente representados pelo movimento de duas forças contrárias, chamadas Ying (negativo, negro) e Yang (positivo, branco). Porém, no centro de cada uma destas energias está a semente de seu oposto, o "Pequeno Ying" e o "Pequeno Yang".
Esta situação interna expressa pois o equilíbrio que deve ser alcançado no interior de cada esfera, na sua essência portanto, e não no externo ou na forma. E é através da energia do amor que isto pode ser realizado.
Em termos gerais, o feminino representa energia psíquica, em contraposição à energia mental masculina. Assim como os órgãos da mulher são internos e a sua fragilidade denota recolhimento, o feminino representa o interno e o subjetivo, mesmo quando se revela externamente como no caso da Natureza. Basicamente, se trata de energia emocional ou astral, na forma da paixão e da saúde integral. Num outro nível, surge a energia do amor através do coração, com sua dimensão de centro universal. E no nível mais elevado, a energia feminina se revela como compaixão. Estas três energias representam portanto as três grandes expressões do Feminino Cósmico, e estão simbolizadas pelas três Taras ("Estrelas") do Budismo Tibetano: a Tara Vermelha, a Tara Verde e a Tara Branca, respectivamente. Na biografia de Jesus corresponde às "Três Marias", e na vida de Osíris/Hórus a Néftis, Hátor e Ísis.
Deve-se notar também que Matriarcado e Patriarcado são expressões de autoridade, implicando na atividade da esfera da Hierarquia. Trata-se de observar assim em que nível se dá a liderança sagrada em cada Humanidade.
Na Nova Raça, a Hierarquia está focalizada no Sexto Plano, o Dévico-Monádico, associado ao sexto centro (que é o terceiro "psíquico"), Ajna ou frontal, através do qual emanam as energias da compaixão.
A Era de Peixes, regida por Júpiter (6° Raio, Devoção-Idealismo), demonstrou amplamente a natureza desta energia, especialmente em seu aspecto devocional. Esta mesma energia ressurge agora numa expressão racial e mais elevada através do idealismo.
Uma doutrina que revela esta nova energia matriarcal é o Evangelho da Natureza, com sua ênfase na Ecologia, no Naturismo, nos Mistérios Marianos completos e nos dons do Espírito Santo que expressam a individualidade real de cada ser.
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* O Pentalfa, Verão 2001, pgs. 1-2, Sociedade Universalista Nova Albion, PoA.

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