"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

A Dieta da Perfeição*

Há muito a imagem do fruto está relacionado ao Paraíso, tendo como emblema central a da "Árvore da Vida" cujos frutos eram capazes de conceder a imortalidade, embora tendo sua contraparte, neste contexto certamente simbólico, através da Árvore do Conhecimento, que representa todo o oposto. Ainda assim, nos mitos da Idade de Ouro, são os frutos que primeiro surgem no imaginário idílico, tal como o da videira, capaz de produzir o "precioso" vinho, empregado inclusive na Eucaristia.

Em função disto, o título da obra, "Os Frutos do Paraíso", encontra dois níveis de desenvolvimento, um literal e outro simbólico.

Literalmente, trata da forma de nutrição que melhor se adeqüa à imagem que podemos ter da alimentação perfeita para o ser humano, que é aquela que emprega frutas e frutos, analisando nisto os tantos benefícios diretos ou indiretos destas dietas consideradas "paradisíacas".

A partir daí, permite entrevêr a natureza de uma sociedade áurea, incluindo os elevados benefícios culturais de suas instituições, a partir da própria ótica de simplicidade, despojamento e perfeição que o próprio frugivorismo representa, centraliza e dinamiza.

Como forma de relacionar ambos os fatores, vamos partir do fato de que uma das grandes características da Idade de Ouro está na forma sutil de alimentação. O alimento é a necessidade mais fundamental do homem, simbolizando por isto o seu verdadeiro patamar de cultura.

Por isto o homem real –ou o novo expoente racial–, ecológico equilibrado, universalista e multidimensional, na medida em que possa e tenha de optar, deverá buscar sempre que possível formas indenes de nutrição, encontrando especialmente nos frutos naturais e nas frutas a sua forma mínima de alimento mais nobre e legítimo.

Como enquadrar esta forma de alimentação no contexto evolutivo humano? Consta que o ser humano é uma entidade quaternária –ou seja, o seu "arquétipo" original abrange quatro níveis de existência, razão pela qual seu plano evolutivo deve cumprir etapas visando gerar ou desenvolver quatro veículos de expressão, a saber: o corpo físico, o corpo emocional, o corpo mental e o corpo espiritual.

Para os presentes fins, tais corpos estão centralizados respectivamente nas regiões do estômago, do coração, da garganta e da cabeça; cabendo notar que cada uma destas regiões apresenta um complexo de glândulas e orgãos, sendo constituídos também pelos quatro Elementos vistos, nas suas naturezas físicas, como sólido, líquido, gasoso e ígneo.

E neste caso, cada um destes planos possui uma forma de nutrição: o corpo físico recebe alimento denso, o corpo emocional recebe alimento psíquico, o corpo mental recebe alimento intelectual e o corpo espiritual recebe alimento luminoso.

Nesta ótica, tudo é alimento, e certamente a natureza da atividade de cada plano interfere na qualidade e na quantidade de nutrição do outro. Assim, um alimento físico pesado inevitavelmente irá prejudicar a assimilação ou a expresão de sentimentos e pensamentos refinados.

Ocorre que o ser humano não vive apenas em um corpo de cada vez, mas em vários ao mesmo tempo (sobretudo à medida em que evolui), posto que este plano quaternário integra a natureza geral do homem enquanto espécie. Isto significa que existem também ao menos quatro grandes ângulos para focalizar o Todo, resultando em 16 focos secundários, implicando na existência de 16 sub-tipos de Elementos: 4 sub-tipos de Terra, 4 sub-tipos de Água, 4 sub-tipos de Ar e 4 sub-tipos de Fogo.

Na prática, considerando que "Elementos são alimentos" (ou "matérias-prima"), tudo isto pode ser visto como modalidades múltiplas de alimentos físicos, emocionais, mentais e espirituais.

O homem da nova raça raiz está adentrando na sua etapa quaternária-maior, ou seja, no plano espiritual. E será desde este ângulo que ele deverá focalizar o Todo, de modo que deve saber tratar os planos físico, emocional e mental desde o ângulo do espírito. Para isto deverá aprender e praticar asquatro formas de alimentação espiritual, ou sejam: espiritual-física, espiritual-psíquica, espiritual-mental e espiritual-luminosa.

Estes quatro ítens resumem aquilo que se pode denominar de o programa evolutivo da raça-raiz emergente. Na presente obra vamos tratar dos aspectos evolucionários do homem (granivorismo, etc.) e, mais que isto, efetuar, a título de recapitulação, uma ampla digressão sobre a base nutricional árya (frugivorismo) como preparação para esta nova etapa.

O que se deveria ter presente, é que a mudança do vegetarianismo para o "viver de luz" (ou de água, que seja) é excessivamente radical, existindo uma série de dietas intermediárias.

Hoje também se fala muito (e geralmente de forma incorreta) de "alimentação prânica" (ou pranivorismo), mas este padrão deve ser visto unicamente como parcial e complementar para o ser humano encarnado, válido unicamente para os últimos estágios de evolução cósmica, portanto ainda além dos próprios quadros da hierarquia. O tema seria absolutamente abstrato caso não se considere que, na verdade, se trata de uma nutrição à base de água. Ainda assim, deve-se ter presente que a mudança do vegetarianismo para o "viver de luz" (ou de água, que seja) é excessivamente radical, existindo uma série de dietas intermediárias.

Assim, mais importante que se ocupar de "viver de luz", é pensar de forma realista nos processos que podem a isto conduzir. E estes correspondem a dietas intermediárias, que se destinam na verdade a ser definitivas na maior parte das existências. Dentro do "caminho-do-meio"do Buda existe um amplo espectro de possibilidades, que permitem maior liberdade de ação de pensamento. Partimos de uma dieta inteiramente racional, o frugivorismo, e não vamos muito além, através do granivorismo (ambos crudívoros), como sendo mais do que suficientes para começar (para dietas mais avançadas recomendamos nossa obra Nutrição Prânica, Capítulo "Dietas Elementares").

É isto que serve portanto para o ser humano. Os grãos ou as sementes surgem neste caso como a forma mais excelente de nutrição. Neste quadro, o frugivorismo aparece como uma retomada do plano natural, da simplicidade e do desapego, afastando-nos do artificialismo e dos requintes alimentares desnecessários e prejudiciais ao homem íntegro. Assim, tal como apresentamos nesta obra, o frugivorismo é na verdade apenas uma base cultural para a Nova Era, vista desde o ângulo da ciência concreta, e sequer a mais avançada ou atual, como veremos.

Um ditado muito divulgado no Oriente reza que "o homem é aquilo que come". Quando o Genesis prescreve como base alimentar humana ervas, frutos e grãos, está também designando três padrões aceitáveis de nutrição para o homem daquela época e para toda esta raça-raiz, tendo sido, apenas mais tarde, sob condições ambientais e culturais críticas, acrescentada a carne, necessidade que, na verdade, a humanidade já havia ultrapassado.

"Ervas, frutos e grãos" correspondem literalmente às bases alimentares do vegetarianismo, do frugivorismo e do granivorismo (este último é um aspecto do frutivorismo, e não do frugivorismo), que representam as formas de nutrição propostas para a jovem civilização atlante, que tinha já duas iniciações ou que devia tratar de educar o plano emocional. Seguindo as correlações com os Planos acima dadas, estas são as bases nutricionais de cada Raça-raiz:

a. Ciclo Lemuriano ........... carnivorismo

b. Ciclo Atlante ................ vegetarianismo

c. Ciclo Áryo ................... frugivorismo

d. Ciclo Americano .......... granivorismo

Assim, se o padrão nutricional mais denso do ciclo racial que termina hoje é o frugivorismo, então por lógica o novo ciclo deve partir do padrão seguinte, que é o granivorismo, que é a forma mais sutil de alimentação. O frugivorismo é, repetimos, apenas uma recapitulação dietética da sabedoria do ciclo que concluimos atualmente, com sua ampla capacitação científica e, portanto, naturalista. Por isto os frutos têm acompanhado as imagem idílicas nesta raça, e por isto é tão fácil ser vegetariano em nosso dias.

Para uma civilização que inaugurou positivos contatos com energias espirituais e o sentido da síntese como foi a ariana, realizando a unidade do céu e da terra e forjando a verdadeira imagem do paraíso, nada mais justo que lhe prescrever a dieta perfeita, que é a das frutas. De resto, o seu grau racial, que é o terceiro, está associado ao reino animal (3° Reino da Natureza), e isto significa que a base animal do ser humano –que é a dos grandes símios, os quais se alimentam de frutas– deve ser simbolicamente reconstituída nesta raça. Assim, se o frugivorismo não é hoje ainda uma positiva evolução alimentar, representa com certeza uma regeneração da dieta humana e a reintegração mais pura com suas bases naturais, colocando-o às portas da sua mais autêntica condição, aquela que deverá conhecer doravante, inclusive sob uma modalidade dietética mais estrita: o granivorismo. Sendo o fugivorismo a dieta natural da raça hoje em extinção, a restituição desta base dietética humana torna-se importante como preparação ativa para as novas coisas.

A evolução alimentar depende, estritamente, da capacidade que cada ser humano possui de compensar as suas deficiências naturais. O organismo pode se revelar capaz de produzir muita coisa (as famosas "proteínas animais", por exemplo), mas uma coisa é certa: se ele as recebe pronta, não se dará ao trabalho de fazê-lo.

Esta capacitação está necessariamente ligada à evolução espiritual. Eventualmente, a atividade de certas glândulas poderá ser estimulada (ou até re-estimulada), conforme a necessidade. Sabemos que a maior parte de nossas estruturas de DNA, assim como nossa capacidade mental, estão ociosas. E isto, certamente, apenas porque não exigimos de nós mesmos estas atividades, dado o estágio primitivo de evolução em que vivemos. Esqueçamos a tola teoria de que as cadeias abertas de DNA são "lixeiras" da evolução: tratam-se isto sim de potencialidades latentes, presentes em nosso Plano arquetípico, feitos que somos à imagem de Deus, embora sem termos alcançado ainda esta integridade.

A alimentação crudívora está muito em voga em nossos dias, assim como o frugivorismo (sendo moda entre os artistas de Hollywood). Outra acepção mais esotérica é a "alimentação prânica", à qual recebe alguma menção nesta obra, juntamente ao granivorismo de transição, embora a ênfase recairá amplamente sobre o frugivorismo e à profunda revolução cultural que por sí só representa para o ser humano, numa espécie de coroação de seu plano de perfeição natural, de modo que tudo o que diga respeito ao "além disto", se tratará já de positiva "transcendência" das necessidades naturais.

O frugivorismo, com sua qualificação ternária (mental, árya) determina pois um ponto de mutação no quadro da energia humana e, até por isto, certamente requer todo um aprendizado e uma adaptação a fim de poder ser positivamente sustentado. Aqueles que vivem num clima quente estarão talvez mais naturalmente inclinados a isto, mas os restantes podem desenvolver fórmulas compensatórias, tais como aquelas que este livro oferece.

No plano institucional, o frugivorismo representa independência, liberdade e simplicidade, revelando que o ser humano encontra suas origens e poderes em estreita relação com a Natureza. E nisto, a vocação do presente trabalho surge como um complemento natural ao Evangelho da Natureza, título da obra em que tratamos de apresentar o plano da Criação como o novo grande foco de revelação espiritual do mundo, vinculado às energias do Espírito Santo e da ordem institucional perfeita, associado assim ao deus Brahma do Oriente (fonte dos Manus ou avatares raciais-civilizatórios).

O esclarecimento da importância do frugivorismo como forma de minorar os males da terra, não serão a menor virtude deste livro. Nem que seja como um elemento de estímulo para a pessoa sair do carnivorismo, seguindo a chamada lógica do menor, como elemento dinamizador, onde vale aquela premissa segundo a qual, para seguir algum plano, é preciso traçar um plano mais básico de ação. Neste caso, torna-se mais fácil a um carnívoro se converter ao vegetarianismo, quando compreende que aquilo que deveria praticar é na realidade o frugivorismo.

* Do Prefácio da obra Os Frutos do Paraíso, LAWS

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