"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ecologia Interior & Exterior *


Uma das novas grandes verdades raciais é a da Ecologia. A humanidade vem desde há muito cultivando formas de ecologia interior, e as religiões não raro nos dão testemunho disto em suas prédicas. Raramente no entanto (e em parte por causa do espírito antigo), o mundo exterior tem sido igualmente protegido e cultuado. Talvez apenas sob o contexto da preparação do Reino divino -o "Novo Éden"- que esta necessidade venha a ser atendida em larga escala, posto que também se torna espiritual, num momento em que se tornam difusas as fronteiras de todas as coisas. Como reflexo disto, o novo Dharma de Maitreya é uma síntese dos Espelhos cósmicos, e a Ecologia holística se acha em sí muito bem explanada no novo Evangelho da Natureza do Senhor Cristo.
De fato, é apenas num contexto positivamente religioso e integrado que esta dimensão da vida pode ser resgatada. Enquanto a sua proteção permanecer na esfera humana, ela estará sujeita à demagogia que põe em risco a saúde e a própria preservação do planeta. Todavia, já nos encontramos para além de todas as fronteiras de risco: vivemos realmente a eminência de um grande caos ecológico, pois a atmosfera quase certamente irá entrar em colapso dentro de alguns poucos anos. Com isto, iremos vivenciar uma grande experiência mundial, semelhante àquela que tiveram os atlantes e da qual as profecias dão testemunho de há muito. Basta ler Pedro 3, 18, um texto digno das antigas Ciências:
"...existiram outrora céus e terra, esta tirada da água e estabelecida no meio da água pela Palavra de Deus, e que por estas mesmas causas o mundo de então pereceu, submergido pela água. Ora, os céus e a terra de agora estão reservados pela mesma Palavra ao fogo, aguardando o dia do Julgamento e da destruição dos homens ímpios".
Este "mundo ardente" já o vivemos hoje, nas condições nervosas da civilização e nas novas grandes causas de morte: enfarte e câncer. É apenas pela elevação do pensamento a uma força criativa, junto ao alinhamento com a Hierarquia manifestada, que podemos fugir à esta freqüência destrutiva que domina a tudo e dar de fato início ao Novo Mundo.
Afinal, as soluções para as crises nunca estiveram ao nível da própria humanidade. "Os caminhos do homem a Deus pertencem", reza o Salmo.

A Natureza como Caminho**

O excesso de artificialismo sempre termina por degenerar o ser humano, cujas energias se deterioram no excesso de facilidades e comodismos, forjando uma condição oposta à barbárie mas igualmente inadeqüada.
E neste caso, ele apenas pode se regenerar entregando-se às leis naturais e abrindo-se ao novo, inclusive o aqui-e-agora, experienciando a criação viva.
O homem deve aprender com a força dos elementos; deve saber dominar estas energias, em sua expressão mais pura. Ele tem dentro de si estas forças, e é no contato com suas expressões naturais que ele alcança controlar estas tendência universais.
O iniciado que controla os elementos a partir de um centro de transcendência é chamado dragão, e este processo é consumado na 5ª Iniciação. O dragão é aquele animal fabuloso que sente-se à vontade em todos os elementos. Ele tem escamas de anfíbios, asas de pássaros e patas de mamíferos, além de cuspir fogo.
Tudo isto significa poder real e liberação, assim como ciência, amor puro e criatividade. São os atributos do Adepto, o Mestre de 5° grau.
Em seu próprio nível, o homem apenas preserva a sua condição natural de consciência como nômade, sem fixar-se à terra e sem criar raízes materiais. Com isto ele toma literalmente a Natureza como caminho.
O nomadismo tende à saudável rusticidade, e a auto-imagem não se fixa e nem é fixada pelos outros muito fortemente. As incertezas e os desafios geram um estado de alerta e de humildade. Por isto os nômades muitas vezes têm orgulho de sua condição.
A raíz é importante para a evolução, mas apenas quando ela está saudável. De resto, "raíz" não é sinônimo de fixação material, podendo abranger uma cultura complexa.
Sob condições adequadas, o homem também pode cultivar este nomadismo de forma harmônica com o sedentarismo. A civilização árya, precisamente, alcançou esta condição.
Para que ele possa usufruir dos melhores frutos do sedentarismo, ele necessita sujeitar-se a um controle central, tal como ofereciam certas cidades-estado na antiguidade.
Por outro lado, a ausência de raíz pode se tornar um mal. Não é sem razão que São Bento, o criador do monasticismo cristão, afirmava que os piores monges são os itinerantes. Eles não criam raízes e nem entram no ritmo dos outros, além do fato de que não conhecer bem o indivíduo pode sujeitar a situações perigosas como a dos falsos monges, dos ladrões e dos vagabundos. A fama dos ciganos demonstra claramente a situação.
Ocorre porém que é também entre estes viandantes que se pode esperar encontrar os melhores monges. Jesus e Buda não teriam conseguido afirmar a consciência divina sem terem assumido a condição de peregrinos e andarilhos.
É preciso sentir-se livre sobre a terra para expressar a verdade da condição humana -a de peregrino eterno e a de um ser cósmico. Para tomar a Natureza como caminho, devemos literalmente caminhar dentre as belezas naturais e aceitar os seus desafios. Aquele que vence as intempéries com recursos naturais e até sobrenaturais, pode se considerar um vitorioso sobre si mesmo e pronto para os relacionamentos humanos de qualquer natureza.
O viajante pode eleger uma rota de peregrinação e uma meta a alcançar, de preferência com um sentido simbólico transcendente que vincule o sagrado ao feminino, tal como um santuário dedicado à Virgem, uma cidade em especial, etc.

Frugivorismo - A Dieta do Novo Homem***

Ao tratarmos o tema da nutrição do homem hoje, não podemos deixar de debruçar-nos sobre o frugivorismo, por representar a verdade última sobre a dieta humana e uma atitude revolucionária, capaz de trazer perspectivas realmente novas.
Sempre sustentamos que, por suas características psico-fisiológicas, o homem é a rigôr um ser frugívoro, à semelhança de outras espécies a ele aparentadas, e que o vegetarianismo representa "apenas um meio-termo e uma adaptação do carnivorismo primitivo e profundamente danoso, para o frugivorismo perfeito e plenamente indene" (O Evangelho da Natureza, Capítulo 13).
O propalado "onivorismo" humano é apenas a percepção da imensa capacidade humana de adaptar-se ao meio, assim como das várias etapas culturais pelas quais ele tem passado em sua evolução como espécie. E nisto tem ora progredido e ora regredido, conforme ascendem e decaem os ciclos culturais da humanidade.
Hoje no entanto, sob o desafio de assumir uma civilização planetária, o homem deve não apenas recolher a melhor experiência das Idades, como também avançar na sua caminhada rumo à sua Verdade essencial. Adotar uma vez mais o frugivorismo, já proposto nos mitos originais da Civilização, representa reencontrar os seus melhores valores e o seu equilíbrio na face da Terra, permitindo que todas as coisas convivam em paz, e até ensaiar um novo passo na evolução.
Ao menos um certo número de indivíduos deverá assumir de início este projeto de perfeição, por amor à terra e à vida, servindo de modelo e demonstrando ter chegado um novo momento da evolução humana e planetária; pois estes são também os que irão guiar a Terra de algum modo em sua nova etapa evolutiva, porque Deus apenas concede os seus maiores dons àqueles que fazem plenamente a sua Vontade, obedecendo às suas leis.

* O Mensageiro do Arco-Íris, n° 1, pg. 2, Universidade Agartha, 1999, PoA.
** O Mensageiro do Arco-Íris, n° 6, pg. 4, Universidade Agartha, 2000, PoA.
*** O Mensageiro do Arco-Íris, n° 5, pgs. 1/4, Universidade Agartha, 2000, PoA.

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