"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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domingo, 8 de agosto de 2010

Na busca da essência: a Segunda Vida


A verdadeira sabedoria é a busca da essência das coisas. E nada pode ser mais essencial do que a vida. Vida que representa consciência imaterial, a “segunda vida” alcançada através do batismo do discipulado, capaz de superar a segunda morte.*
A vida em si, é a única coisa que importa na existência. Levar a vida sem ter um despertar espiritual verdadeiro, é como nada ter. “De que adianta ganhar o mundo todo, e perder a própria alma?”, disse Jesus.
Esta vida eterna também se alcança através de uma jornada, de um crescimento. Se a primeira vida recebemos através do nascimento físico, a segunda vida a obtemos mediante o nascimento espiritual.
Ora, tal como a primeira vida é alcançada através do nascimento físico, de início frágil e dependente, e depois de forma robusta e autônoma, também a segunda vida surge de forma singela e dependente, sob o batismo da fé e da devoção, mas é desta forma que a nova vida pode se fortalecer e encontrar os seus caminhos. Este nascimento espiritual já nos confere uma vida nova, que garante a sobrevida da consciência, devendo todavia ser alimentada com nutrição espiritual, tal como a vida física necessita receber alimento material.
Muitas pessoas acham que um batismo mecânico pode representar alguma coisa, quando nada significa. Muitas outras também supõem que irão reencarnar para seguir evoluindo, quando na verdade não buscam evolução alguma. Isto tudo mostra o quão fracas têm sido as religiões e como são ilusórias as expectativas humanas.
Alguns também têm a ilusão de que poderão alcançar a eternidade através do ocultismo ou do ascestismo, sem terem afirmado uma fé-de-raiz. Este é mais um aspecto do lamentável divórcio entre a fé e o saber. Ora, sem o nascimento da fé, ninguém cresce na luz. Este é, na verdade, um nascimento poderoso, que permite a reencarnação para fins de serviço e evolução, até que um dia a alma possa amadurecer e obter a ressurreição.
Esta é a forma correta de compreender as coisas do espírito, e para muita gente estes discursos têm sido suficientes para levar a vida. Infelizmente, não existe realmente muitas opções para um grande número de pessoas. A aspiração das massas é débil, e pouca gente alimenta valores elevados. Ademais, existe realmente uma situação social que não pode ser desprezada, exigindo a administração das coisas materiais. Nisto, não convém misturar as vocações. A verdadeira ordem ou “Criação” humana, demanda esta discriminação, este “cosmos” social.
Porém, aquilo que os novos tempos trazem, já representa um grande conforto para a humanidade desperta. A iluminação -que é a verdadeira ressurreição-, será uma conquista humana na nova humanidade, a Sexta raça-raiz dos teósofos ou ou Sexto Mundo dos maias. Até agora, a iluminação tem sido uma realidade rara e cara, acessível apenas para aqueles que renunciam à esfera humana em nome de um luz maior. As exigência para a iniciação estão cada vez mais elevadas, porém as altas realizações também se encontram mais acessíveis.
Para aqueles que aspiram consumar esta segunda vida “aqui e agora” –uma realidade que estará altamente acessível ao novo sacerdócio-, a devoção necessita ser conectada ao conhecimento, e esta à prática. Não estamos falando de teorias, portanto, mas de um treinamento espiritual profundo (refinamento e união da Chama Trina luz-som-amor), coisa que requer uma assistência contínua e uma dedicação intensa. Assim, o guru é uma realidade inseparável da evolução espiritual, tal como o messias é fundamental para o “renascer na luz”.
Muita gente pensa, baseada na leitura superficial das profecias, que o messias é que outorga a iluminação ou a ressurreição. Tal coisa também acontece, porém unicamente para um pequeno grupo de apóstolos, depois o assunto fica por conta das Escolas de Iniciação e de Iluminação.
Assim, o Messias acende o Fogo original das Origens –o Pramantha, a Mathesis do conhecimento total-, trazendo também a essência da Lei, assim como a energia cósmica renovada que alimenta o novo ciclo mundial de evolução, coisa esta que não dispensa, contudo, os esforços das gerações.
De fato, a existência da Dourina Universal e seu desenvolvimento, está diretamente relacionada à existência do Messias. O problema da identificação dos mestres sempre se colocou na Tradição de Sabedoria. Felizmente existe na Ciência Espiritual (e não na crença meramente), recursos para se tentar provar a regularidade de cada grau ou condição, desde a primeira até a última iniciação, e a ioga fala dos sinais que também acompanham a evolução na senda.
No caso dos avatares, tal coisa abrange muitos elementos (o Budismo fala dos 33 sinais de um Buda) vão desde os “sinais celestes” que podem abarcar questões astrológicas (como as que os Reis Magos seguiram) e poderes pessoais (algo também polêmico), até o “sinal de Jonas” que define a presença das provações divinas, passando por questões espaciais de berço, casta e território. Doutrinas inteiras já foram criadas com esta finalidade, destacando-se no seio do Judaísmo a da Merkabah.
Apesar do Budismo não enfatizar a cruz espiritual e a ressurreição, que assinalam a divinização em quase todas as biografias messiânicas, ele atesta a regularidade do padrão búdico de muitas outras formas (à parte os 33 sinais citados, que infelizmente são todavia bastante simbólicos), como o caráter tathagata daquele “que é como o anterior”, assim como a premissa-Bodhisatwa que é o dom de auto-renúncia ao nirvana e a assistência permanente à humanidade em nome da compaixão.
Vale notar que o Bodhisatwa mais associado a tal coisa é Avalokiteshwara, do qual o Dalai Lama seria uma manifestação, como expressão presumida de um Adepto. Ora, Avalokiteshwara significa “aquele que olha para baixo”. Ou seja: a capacidade de ver por todos, e oferecer respostas abrangentes o suficiente que possam abarcar aqui-e-agora a todos os seres (humanos, no mínimo), e não somente a uma elite de buscadores. A idéia é que “pelos frutos, reconhecereis a árvore” (Mt 7,16). Assim, seria nesta muito rara condição (doutrinal, etc.) de abarcância, que se poderia começar a averiguar a natureza de uma missão divina, habilitando o Servidor da Humanidade para uma futura condição de Buda.

* Na Índia, se intituila dwipas às castas “duas vezes nascidas”, isto é: dos iniciados. A rigôr, todas as castas poderiam ser dwipas, apesar das restrições artificiais aos sudras, os “proletários”.


Da obra "Vivendo o Tempo das Profecias", LAWS

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