"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

A "Religião do Homem"


Por representar um reino de natureza quaternária, a Humanidade está destinada a vivenciar e a desenvolver os chamados "Mistérios do Coração", os quais, em sua sétuple expressão, dizem respeito ao amor, às artes, à harmonia, à beleza, à magia, à morte e à eternidade.
Podemos dizer então que estes elementos representam a própria essência do universo humano. Tratam-se sempre de questões intermediárias entre os mundos superiores e os mundos inferiores, servindo de elos cósmicos, tal como o próprio homem o é, fatores de relacionamentos distendendo os limites da consciência, abrindo-a para a Perfeição e o Absoluto.
Naturalmente devemos procurar a unidade de todas estas coisas, ou seja, questões nas quais todas estas facetas se encontrem presentes, porquanto representam expressões de uma única energia original. Se fragmentarmos as nossas aspirações inevitavelmente iremos nos perder. Esta Totalidade é uma imagem de nosso próprio Arquétipo, mesmo que espelhada em objetos exteriores. Apenas a sua unidade pode refazer as nossas partes perdidas pelo mundo, separadas por nossos interesses e necessidades conflitantes.
Como neste caminho estamos realmente "tateando no escuro", devemos buscar Modelos que sirvam de orientação, como faróis acesos guiando os viajantes. O caminho para chegar a isto é portanto cultuando o Arquétipo Universal, que é a imagem de Deus revelada através dos Avatares. Neles todas estas questões se encontram resolvidas, e através deles também podemos receber elementos importantes para a busca. Posto serem Mestres da Unidade, seus ensinamentos apontam o caminho certo para a síntese neste período do mundo.
O Pote-de-Ouro
Ainda que amemos os caminhos do arco-íris, aquilo que realmente buscamos é o pote-de-ouro que existe no seu final. Se o arco-íris é liberdade e beleza, o pote-se-ouro é riqueza e esplendor.
O caminho do arco-íris são as iniciações, a vivência das energias puras que constituem a escalada nos degraus evolutivos da consciência. Mas o seu final almejado é a iluminação libertadora.
Quando um Mestre fala de renúncia e purificação, ele não está realmente procurando afastar alguém da vida, mas sim alcançar um equilíbrio. Todos os Códigos abordam também o Caminho de Retorno, e a "Tábua de Esmeraldas" de Hermes Trismegisto, base de toda a Ciência sagrada ocidental, deixa claro que após alcançado o equilíbtrio entre as forças terrestres e as energias celestes, o iniciado pode relaxar no nirvana alcançado e gozar de tudo de forma equilibrada, "céu e terra", porque ele estará já além de todas as dualidades, no reino Eterno do Inefável, o TAO.
A chave da eternidade está na compreensão do sacrifício amoroso, e a encarnação divina é o Modelo. O Natal representa o encontro deste pote-de-ouro, o nascimento do Cristo interno, ou da Verdade interior, indicada pelo ouro presenteado a Jesus.
Sendo o arco-íris setenário, o signo em que se comemora o Natal, Capricónio, é regido por Saturno, um planeta clássico do 7° Raio. No caso, trata-se do Saturno Lunar, Cronos em grego, que é também o Ceifador, a Morte e o Tempo. Apenas a consciência da morte e do tempo, colhendo a sua oportunidade existencial, pode conduzir à imortalidade e à eternidade.
Aquele que coroa o processo iniciado em Capricórnio o colhe em Aquário, no Saturno áureo que é a iluminação, a Idade de Ouro da existência. Isto significa entrar no Zodíaco inverso do discipulado, aquele que anda para trás. Significa dar início à reversão das energias, à disposição de forças equilibrantes, para um dia chegar à energia quadridimensional na iluminação.
A humanidade está destinada a gozar do pote-de-ouro.
O início deste caminho foi a revelação de Shambala e do Deus único, no ciclo do Pai Altíssimo, o Deus-no-Além.
Depois tivemos o acréscimo da Hierarquia e do Deus-conosco (Emmanuel), no ciclo do Filho divino.
E agora teremos a coroação de tudo pelo florescimento de Deus-na-Humanidade, com o Espírito Santo, que é o Deus-Criação, assim como a Deusa ou a Virgem, a Igreja como veículo iluminado.
No indivíduo, o pote-de-ouro é o chakra do coração. Assim, tudo o que se relaciona ao amor lhe diz respeito, incluindo a arte e a beleza, coisas que nos fazem amar a vida, permitindo que nossas almas se expandam e cresçam, dando sentido à existência.
O amor perfeito no plano divino é poder.
O amor perfeito no plano hierárquico é compaixão.
O amor perfeito no plano humano é conhecimento.
Este conhecimento envolve a ciência das leis cósmicas, assim como a intimidade com a Natureza. Por isto uma das mais belas expressões deste novo momento está na revelação das Almas-Gêmeas, velada nos mistérios da Jerusalém celeste, símbolo da nova Dispensação espiritual e supremo caminho de felicidade e auto-realização para a humanidade. De fato, este é o reluzente ouro da Criação!

* Da obra Almas Gêmeas - O Graal da Nova Raça, LAWS.

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