"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

A profissionalização da Espiritualidade

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“Do Oriente vem a luz”, e a sabedoria oriental demonstra claramente o caminho uma vez mais: “Não é preciso reinventar a roda -diz ela-, basta recolocá-la em movimento!
Não precisamos da pretensão em refazer todas as coisas -como querem aqueles que confundem os sonhos com a realidade, e o real com o ideal -, basta recolocar vida nas coisas e essência nas formas, dando um novo sentido para elas, e de resto adaptar a Tradição aos novos tempos -e nisto, resgatar a “boa Tradição” já representaria trabalho suficiente para ocupar várias gerações...
Assim, o Ocidente faria bem em ser discípulo do Oriente, porque este é o caminho da Mestria, agora que o Oriente deve entregar o facho da Luz. Espiritualidade, Sociologia, Medicina, Metafísica... há realmente muito a colher, nas velhas Fontes do Nascente.
Mesmo onde podemos ver, e com razão, muita coisa que nos choque, ainda assim estas resistentes “carcaças” culturais, velam saberes de uma profundidade inestimável, e que apenas por serem tão profundas é que terminam por gerar aberrações quando deturpadas.
Observemos então o Brahmanismo –antes do jativarna, a cristalização das castas-de-nascimento-, que era o nobre “sistema de classes cíclicas” ou varnashramadharma, onde as classes estavam relacionadas a etapas-de-vida e seus apropriados ambientes culturais. Verdadeiro sistema-de-educação-permanente, representava a própria estrutura social em si e a manifestação do corpo de Deus.
Esta estrutura sócio-cultural foi revelada por um ser transcendental: o Manu, avatar de Brahma, o deus Criador, que é portanto também civilizador. Na concepção antiga, a verdadeira “criação” estava mais relacionada à ordem cultural, do que aos fatos naturais.
Se o proletariado são os pés do Manu, é porque na Idade de Ferro Brahma trabalha.
Se a burguesia são as coxas do Manu, é porque na Idade de Bronze Brahma troca.
Se a aristocracia são os braços do Manu, é porque na Idade de Prata Brahma organiza.
Se o clero é a boca do Manu, é porque na Idade de Ouro Brahma ensina.
Estas tendências matizam, igualmente, ao zeigeist (espírito-de-época) de cada raça-raiz completa, mesmo estando as raças divididas através destas quatro Idades. Assim...
A Raça Lemuriana foi a formação do grande proletariado.
A Raça Atlante foi a formação da grande burguesia.
A Raça Ariana foi a formação da grande aristocracia.
A Raça Americana será a formação do grande clero.
Ao dizermos “grande” (classe), queremos nos referir à expressão maior de um segmento social, quando as suas instituições alcançam uma maturidade e se forma no seu entorno certo universalismo, pela integração ativa ou potencial com o conjunto da sociedade.
Antes da chegada do seu grande momento, uma classe não alcança se manifestar em toda a sua plenitude. É como se as suas coisas estivessem incompletas e ela não pode ir muito além do desejo e da aspiração. A sua “realização” perfeita não é para esta vida, e talvez nem para esta época do mundo –daí o sacerdócio, em especial, estar de tal forma associado ao sacrifício, coisa que deverá mudar bastante doravante, tal como na raça anterior a aristocracia deixou de ser sobretudo uma classe guerreira, para deter também poder e prestígio geral.
A única forma de superar os limites da iniciação racial, é dentro dos quadros da Hierarquia; ainda assim, as suas realizações serão de certa forma parciais e isoladas, não realidades sociais e comuns. Assim, aquilo que ele alcança “de mais”, não poderá servir muito de exemplo ou de ensinamento, e ainda poderá sofrer reveses outros em sua plena expressão.
Uma classe racialmente ativa, permite gerar alicerces universais e compor ativamente o Estado, coisa que doravante incorporará a espiritualidade de forma madura e plena.
A Religião-de-Estado não é meramente a dominação de um Estado, por parte de um clero organizado. Tal coisa pode acontecer na clerocracia, mas a verdadeira teocracia é coisa muito mais ampla e nobre.
Para definir o Estado solar, temos empregado a expressão “Religião da Civilização”, onde a religião é apenas um elemento cultural entre outros como pluralidade social, cultural, étnica, racial -e espiritual. Esta pluralidade se relaciona, todavia, mais à integração evolutiva do que à “democracia” do convívio. O Universo é unidade-na-diversidade, e da mesma forma, a Sociedade Tradicional é, na realidade, holística e “transversal”, de modo a não haver lugar ali para fundamentalismos, sectarismos, partidarismos, etc.
Na verdade, a Religião está a serviço do Estado, ela deve auxiliar a sustentação do Estado através da divulgação da moral, da solidariedade e da elevação do espírito. Mas não para que as pessoas sejam tratadas como “cordeirinhos” para aceitar a injustiça em nome de alguma suposta recompensa póstuma, porque isto seria um conluio e manipulação que, infelizmente, também aconteceu muitas vezes e ainda acontecerá, enquanto a Humanidade for o reino dominante neste planeta –coisa que, felizmente, já está com os seus dias contados.
Tudo o que começa termina, e tudo que é jovem envelhece; assim também são as instituições sob a dominante Lei dos Ciclos da esfera da manifestação. É importante contar com as melhores Estações, para realizar as tarefas apropriadas -e isto vale tanto para a vida pessoal, como para a social e a planetária.
É chegada uma nova humanidade, outro ciclo racial se anuncia, desta vez para organizar a civilização mundial daquela que é a última classe social, a do sacerdócio ou da religião. Esta é a quarta e última raça humana, antes do final da ronda cósmica da Evolução Humana, concluindo assim este Plano mundial de evolução.
Na alvorada da grande e nobre era árya, o avatar Krishna ergueu o seu potente búzio para conclamar a união dos nobres d’alma, na defesa do aristocrático dharma da nação social, consagrada à justiça e à dignidade do homem, digno de aspirar pelos céus.
Agora, na aurora da santa era americana, o avatar Kalky erguerá a sua palavra-de-espada para convocar os espiritualistas de todos o quadrantes, deixando em segundo plano o sectarismo para servir a unidade do Reino de Deus!
Já será uma glória aquilo que se anuncia, pois os galardões reservados aos novos “homens verdadeiros”, são nada menos que a iluminação (que é amor Interior pleno) e a alma-gêmea (que é iluminação através do Outro). Porém, é deveras auspicioso pensar que tal coisa, ainda será a etapa final para o futuro “mundo além do homem”, quando todas estas estruturas culturais humanas serão tratadas dinamicamente, tendo em vista a conquista massiva da Quintessência.
A consolidação da Civilização da Religião, é a última etapa a ser colocada antes do advento da Religião da Civilização, que será o verdadeiro Reino de Deus. A evolução humana, é a luta da construção das formas e da conquista da tolerância às diferenças. A evolução pós-humana é –ao modo do sabat-, a integração das formas e a expressão do amor às diferenças.

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