"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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sábado, 3 de julho de 2010

O que é a Verdade


Eis a grande Pergunta, aquela que Pilatos fez a Jesus.
Naturalmente pode não ser coisa de fácil apreensão, e pode demandar muitas vezes uma parcela de fé, ou se buscar apreender uma faceta menor da Verdade.
Dizer que Deus é a Verdade, ou que o Messias é a Verdade, já pode representar muita coisa. Deus como objeto último da revelação, o Messias como essência e como veículo da Verdade.
Uma forma de tratar do tema, é avaliar aquilo que é e aquilo que não é.
Podemos dizer que a Verdade são as grandes Leis, e a não-verdade são os desejos, as projeções, e as opiniões maculadas pelo desejo.
O ditado hindu afirma: “Não há religião maior que a Verdade”. Aqui podemos lembrar que as religiões são, de um modo ou de outro, revelações mais ou menos transitórias. O Buda o dizia claramente: o dharma é um instrumento para ser usado na busca da liberação. Mesmo as leis dos profetas bíblicos, estão sujeitas a ser, senão superadas, seguramente “completadas”. Temos formulado a questão do dharma-raiz, em relação às revelações subsidiárias, como aconteceu no Budismo, com seus ciclos ou “voltas” de revelações que originaram as grandes Escolas regionais. Alguns podem querer ver nestes textos-raiz (o Evangelho, as Quatro Nobres Verdades, o Corão, etc.), uma espécie de fundamentalismo religioso. Contudo, neles se acha a essência das coisas, a expressão mais pura da Verdade. É neles que devemos buscar refúgio.
Permanente mesmo, somente a essência, Deus, a Fonte das revelações, o Custódio das leis, e também os mestres, os fiéis intérpretes das leis.
Existem muitas verdades bastante evidentes, e tanto mais fortes quanto se revelam universais, existindo inclusive em muitos planos. Supostamente, a Ciência é porta-voz de leis e de verdades. Contudo, a existência e mesmo a percepção das leis, nunca é garantia da sua observação, como o ser humano deixa claro ao desrespeitar tantas coisas, a ponto de destruir o próprio meio-ambiente no qual vive, e de conspurcar assim o seu ninho cósmico. Não que tal situação não esteja prevista, infelizmente faz parte do seu aprendizado, e ele termina por entender que ele mesmo provoca as comoções cósmicas que por fim assiste, por insistir em não ver os sinais das mudanças que ele mesmo está a provocar à sua volta.
Que dizer então de verdades e leis cada vez mais sutis e subjetivas? Para atender aos seus próprios desejos e distorções morais, ele abusa do livre-arbítrio e começa a inventar teorias auto-indulgentes –nunca comprovadas, porque Deus não faz coisas imperfeitas- para tentar justificar os seus atos.
Neste caso, para facilitar a saída do labirinto, devemos entender que uma lei não se justifica apenas pelas suas raízes, mas também pelos resultados. Uma lei deve ser coerente, harmonizar fins e meios, e também com as suas origens. De que serve uma “lei” que apenas se presta a satisfazer o ego de alguém, sem qualquer reflexo no tempo? Estas são leis que os homens mesmo fazem, e aos milhares, que às vezes duram apenas décadas.
Uma forma muito importante de conhecer a Verdade e as suas verdades, é através dos ciclos que a Astrologia revela, especialmente a Astrologia esotérica que trata das leis espirituais do mundo e das sociedades. Através disto, podemos entrever as leis que regem os ciclos de diferentes grandezas, as Leis maiores e as leis subsidiárias.
Existe uma Suma Lei a que Deus mesmo está subordinado, dentro dos ciclos das rondas planetárias, associadas às iniciações cósmicas de Deus. Dentro deste ciclo maior se desenvolvem as raças-raízes, com seus dharmas revelados pelos Avatares. Supõe-se que Deus também encarne no começo dos tempos, como um Avatar original (Adi Buda), para trazer ao mundo a Revelação cósmica que ele próprio incorpora.
Para o ser humano médio, a melhor forma de conhecer a Verdade é através da Revelação divina, enquanto que os mais avançados devem conhecer os Ensinamentos dos Mestres. Muitas vezes, ao nível das massas humanas, o próprio dogma será uma segurança contra a decadência, uma prevenção contra a degeneração. Ingênua tem sido a Ciência e os seus porta-vozes materialistas, achando que pode prescrever a validade intrínseca da religião e criar um paraíso na Terra capaz de substituir totalmente o do céu, como se o ser humano fosse imortal e não houvessem leis maiores.
Ao mesmo tempo, é preciso que haja sempre buscadores das Verdades maiores, e também porta-vozes abalizados destas Verdades. A humanidade deveria fazer todos os esforços possíveis para se conectar à divindade, e se ela não pode fazer isto por si mesma, deve buscar através daqueles que lhe são enviados regularmente, a fim de dar conhecimentos das Leis sagradas e das chaves da evolução humana. É inevitável que a humanidade seja livre e soberana, e os mestres apóiam as suas lutas de libertação. Porém ela apenas pode realmente caminhar e avançar, junto aos guias espirituais que são a custódia da sua evolução. Somente aquele que reconhece os seus limites, sem imaginar equivocadamente que é livre, está apto para alcançar a sua libertação.

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Em “Vivendo o Tempo das Profecias”, Luís A. W. Salvi

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