"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A RENOVAÇÃO TEOLÓGICA PÓS-MEDIEVAL



Durante os séculos do Renascimento, muitas foram as formas pelas quais as correntes humanas se aproximaram do Sagrado através da via do Ecumenismo. O “prisma” da Ciência foi apenas uma das vertentes que se fortaleceram ali.

No geral, a Renascença é descrita como um novo olhar sobre a Antiguidade do mundo. Porém, mais que isto se trata de uma visão ecumênica.

A ótica antiguista foi apenas a mais destacada, e cativou até mesmo espíritos dentro da Igreja. Porém, de forma natural a espiritualidade cristã se adequou aos novos tempos, abrindo caminhos para a humanidade. 
Merecem destaque aqui quatro nomes, que atuaram dentro da Igreja ou da cristandade, a saber: 

a. São Francisco de Assis (1182-1226), o bardo santo da Natureza; 
b. São Tomás de Aquino (1225-1274), o sábio do sincretismo fé-ciência;
c. Martinho Lutero (1483-1546), o arauto e depurador da fé;
d. Santo Ignácio de Loyola (1491-1556), o santo guerreiro da renovação.

São Francisco despertou na época das Cruzadas, através do contato inusitado com os Evangelhos traduzidos, quando seus textos eram dados apenas em latim aos religiosos. Foi para ele, e para muitos mais, como uma nova revelação, especialmente da forma como o santo de Assis optou por vivenciar a doutrina, através das obras visíveis da Criação.
Os franciscanismo daria origem a uma nova versão cristã nos séculos seguintes, o espiritualismo (o culto do Espírito santo, sob a doutrina das Idades divinas do seu contemporâneo Joaquim di Fiori, 1132-1220) de especial dileção entre os príncipes, e combatida pela Igreja conservadora.

Num contexto histórico semelhante, logo surge o Tomismo, em contraparte ao laicismo do grande poeta contemporâneo Dante Alighieri (1265-1321), e assimilando numa primeira hora o resgate histórico da Filosofia de Aristóteles vindo através dos árabes - o que foi em boa parte obra dos Cruzados e, em especial, dos Templários. Assim nasceu o método da Escolástica, buscando harmonizar a doutrina cristã e a ótica racional ou a visão científica.

Mais tarde, a Igreja se acomoda novamente e surge Lutero, para contestar radicalmente a corrupção eclesiástica e avançar politicamente através do ideário político do Iluminismo, sob o qual jazia o poderoso fermento revolucionário e revoltoso dos Templários. A doutrina espiritualista foi adaptada e radicalizada pelos protestantes, que passaram a ter no Livro (Bíblia) a sua autoridade suprema. As Américas haviam sido descobertas e a Renascença principesca desbordava, através da riqueza que aportavam na Europa, Galileu (1564-1642) havia sido condenado enquanto a Ciência também avançava.

À sua maneira, a Igreja dedicou especial atenção ao Renascimento, e para isto até criou ou incumbiu (direta ou indiretamente) uma nova Ordem, a dos Jesuítas, para enfrentar este novo momento mundial, contestador do conservadorismo espiritual, atuando assim basicamente como instrumento da Contra-Reforma, e capaz de assumir com brilhantismo o espírito ecumênico da Renascença. 

Merecem destaques nomes como o de Athanasius Kircher (buscando a profundezas da Filosofia Antiga, suas raízes arquetípicas na síntese e na geometria) e todo o esforço das Reduções jesuíticas na América do Sul, criando quase um novo Estado cristão de base indigenista, que “precisou” ser reprimido a ferro-e-fogo através das Guerras Guaraníticas e da extinção provisória da Ordem dos Jesuítas. Nisto, o Novo Mundo contou com duas forças colonizadoras principais, no contexto da Igreja: a Companhia de Jesus e a Ordem dos Franciscanos, cada qual com suas próprias motivações. Os protestantes também vieram a somar poderosamente, nos seus esforços pela América do Norte. 

Passados sete séculos, o nome-fundador de São Francisco desponta como o mais popular depois de Jesus Cristo, renovado face à necessidade de valorizar a Natureza numa sociedade materialista que se perdeu no radicalismo da guerra e do consumo. 

Pelo calendário fiorano, a Idade do Espírito santo prossegue por 500 anos ainda. O que virá depois? Embora não prevista, poderá haver uma Quarta Idade de sínteses, para encerrar a Nova Era (Aquário) quando um novo ciclo cósmico terá início. Afinal, a Trindade deverá ser completada através do Quarto Elemento oculto em toda a teologia (como no tetragrammaton IHVH), que subjaz à própria natureza humana e que desponta poderosamente a partir deste ano de 2013, com a chegada da Quarta Humanidade.

De outro lado, o tema concorda também com o Calendário Cronocrator, muito usado na Idade Média e recentemente resgatado (2004) no país, segundo o qual as novas Idades do Mundo têm início dentro de 500 anos com o despontar da nova Idade de Ouro racial. O desenvolvimento deste quadro espaço-temporal tem acontecido nas Américas e em especial no Brasil, que é o território mais próximo do Velho Mundo, apto assim a receber o bastão da Luz na evolução da espiritualidade mundial.

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